outubro 14, 2008

Exortação

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Maldito seja o funk brasileiro.

outubro 10, 2008

Reflexão tardia…

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políticos
(link da imagem)

…que talvez seja útil para as próximas eleições, em 2010:

No Brasil, o que leva uma pessoa a filiar-se a este ou àquele partido?

Não há aqui, como há em outros países, diferenças importantes entre as diferentes legendas políticas. Você vê alguma diferença entre PMDB e DEM? Entre PSDB e PPS? PTB e PR? Entre os partidos menores as diferenças são ainda menores. As exceções são poucas e, no fim das contas, acabam confirmando a regra.

O PT, por exemplo, pode ser considerado uma dessas exceções — tanto que existe o petismo, mas não existe o peemedebismo ou o petebismo. No entanto, depois de algumas conquistas políticas, o PT revelou seu principal objetivo: ser como qualquer outro partido, submetendo a ideologia à necessidade de conquistar e manter o poder.

O PCO e sua versão menos hilariante, o PSTU, são exemplos que reforçam a tese anterior a respeito do PT: só são o que são porque não têm poder.

O PRONA morreu com seu fundador, o Dr. Enéas — e neste caso não havia diferenças entre o partido, a ideologia, o estilo e o saudoso barbudo. Mas também neste caso não havia razões para imaginar que o PRONA manteria sua firmeza ideológica caso chegasse ao poder.

*
Há, além disso, um outro aspecto: pelo fato dos partidos não terem ideologias e diferenças bem definidas, o eleitor acostumou-se a votar em pessoas. Mesmo os petistas acostumaram-se com isso (embora hoje sejam recusados justamente por culpa de seu petismo). Elegemos pessoas, não partidos. É claro que os políticos sabem disso; mesmo assim eles escolhem um partido, filiam-se e candidatam-se e atuam de modo a manter esse vínculo. Por que? Como nasce essa escolha? Como e por que ela se mantém? E mais importante: como ela se justifica?

outubro 10, 2008

Depois das eleições

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storm sailing boat
Tempestade à frente? Só o futuro dirá. (link da imagem)

Se as eleições revelam até onde as pessoas estão dispostas a ir para realçar as diferenças, as semanas que as sucedem trazem-nas de volta à realidade: este arquipélago é um só. Isto significa que não há diferenças importantes, mesmo que os partidos e seus líderes digam o contrário.

[leia +]

outubro 8, 2008

Opera 9.6

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Baixe o Opera 9.6 — Você mais rápido

Foi lançada hoje a versão 9.6 do Opera, um dos melhores navegadores da atualidade. Faça o teste e constate que o Opera é:

– mais leve e estável que o Chrome
– mais completo e personalizável que o Firefox
– mais fácil de usar que o Internet Explorer
– mais seguro e rápido que o Safari
– mais eficiente que o Outlook e o Thunderbird (sim, o Opera é um poderoso cliente de emails também)
– mais prático que o Google Reader (sim, o Opera também lê feeds)

O Opera também possui vários recursos interessantes:
- sincronização automática de favoritos, notas e feeds, que assim podem ser acessados de qualquer lugar, com segurança e privacidade
mouse gestures para navegação (disponível no Firefox só com plugins)
– previews de feeds
– gerenciamento de torrents
– bloqueio de conteúdo, como propagandas, banners etc., o que agiliza a navegação
– busca rápida de conteúdo (sites, emails, feeds, notas etc.)

Saiba mais sobre o Opera aqui (site oficial).
Baixe o Opera aqui.

Leia também o teste da revista Veja com diversos navegadores. O teste avaliou a versão 9.5 do Opera. A versão 9.6, é claro, está ainda melhor.

outubro 1, 2008

Diálogo

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conversation turtles
(link da imagem)

Em época de eleição, bom mesmo é conversar. E raro também. A maioria das pessoas prefere expressar-se com paus, pedras e mastros de bandeiras numa época dessas.

*
Eis uma conversa hipotética. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência — ou nem tanto:

– E que tal votar no [Candidato 1]?
— Nem a pau! Você não lembra que ele fez [burrada 1, burrada 2, crime 1, crime 2 etc. etc. etc.]?

— Pô, é mesmo… E o [Candidato 2]?

— Menos ainda. Sabe quem tá com esse sujeito? Você já imaginou as pessoas que vão mandar nele caso ele seja eleito? Pra quem você acha que ele vai trabalhar se for eleito?

— E o [Candidato 3]?

— Cara, esse sujeito estacionou o carro em lugar proibido em janeiro de 1982. Eu não votaria nele em hipótese nenhuma.

— Caramba, não sobra ninguém? Alguém vai ter que ser eleito, não?

— Você, eu não sei, mas eu vou anular meu voto.

— Me parece mais sensato fazer um esforço e tentar pesar todos esses defeitos e ver qual pesa menos, não?

— Ah, sei lá. Eu não quero participar disso.

— Se você tem alguma consciência de todas essas coisas e é capaz de discerni-las e pesá-las numa balança moral, sua participação é muito mais importante do que você pensa. Porque tem muito eleitor aí que não é capaz de fazer isso. Além disso, a ausência das pessoas inteligentes beneficia os piores candidatos.

— O que você sugere? Que eu vote no [Candidato 1]?

— Em quem você vai votar é problema seu. Eu só acho importante tentar encontrar o “menos ruim” e votar nele, mesmo que você ache que todos são ruins, mesmo que você esteja decepcionado com estas eleições. Além disso, tudo depende de como você vai pesar as qualidades e os defeitos dos candidatos. Se há diferenças entre os candidatos, acho importante enxergar essas diferenças e votar naquele que tem mais qualidades, ou menos defeitos. Ou naquele cujos defeitos não interferem na vida pública e não o tornam incompetente para trabalhar pela cidade.

*
Para alguns, isto pode contradizer o que eu disse aqui, mas perceba que nos dois casos (aqui e lá) o que vale é fazer do voto um exercício de consciência — e pouco importa se ninguém mais o encara desta forma. A maior responsabilidade das pessoas inteligentes e responsáveis é propagar a idéia de que tudo — principalmente os gestos sociais, como votar ou sair à rua — deve ser feito com responsabilidade e consciência.

setembro 27, 2008

O espectro da consciência

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O espectro da consciência, de Ken Wilber, adicionado à seção de ebooks deste site.

“Não existe uma ciência da alma sem uma base metafísica e sem remédios espirituais à disposição”. Poder-se-ia dizer que todo o propósito deste volume consiste simplesmente em apoiar e documentar esta proposição de Frithjof Schuon, proposição que os siddhas, sábios e mestres em toda parte e em todos os tempos incorporaram eloqüentemente. Pois, de um modo geral, nossa própria ciência da alma nos dias que correm foi reduzida a nada mais significativo que a resposta de ratos em labirintos de aprendizagem, o complexo individual de Édipo, ou o desenvolvimento no nível básico da raiz do ego, redução essa que não somente nos obliterou a visão das profundezas da alma, mas também ajudou a devastar nossos entendimentos espirituais tradicionais e levá-los a uma conformidade monótona com uma visão unidimensional do homem. O que está Acima foi negado; o que está Abaixo, ignorado — e solicitam-nos que permaneçamos — no meio — paralisados. Esperando ver, talvez, o que um rato faria nas mesmas circunstâncias ou, num nível um pouco mais profundo, buscando inspiração nas fezes do id.

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